Depois que a imprensa nacional divulgou esta semana que o medicamento RIVOTRIL (ansiolítico) é o segundo mais vendido no Brasil (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI27270-15257,00-RIVOTRIL+POR+QUE+O+MEDICAMENTO+E+O+SEGUNDO+MAIS+VENDIDO+NO+PAIS.html) é bom ler a entrevista do médico e psicanalista Plínio Montagna.
"Emoções estão sendo aniquiladas com remédios"
O psiquiatra e psicanalista Plinio Montagna, presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, explica que existe um nível ideal de ansiedade e por que ela é importante para a mente
Ivan Martins
O psicanalistas Plínio Montagna avisa logo de cara: "Não tenho nada contra o uso de medicamentos psiquiátricos". Presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise, formado em psiquiatria, ele acredita que, depois de um período de radicalização em direção aos remédios, o pêndulo está retornando ao equilíbrio, no qual a psicanálise – a cura pela palavra – e a psiquiatria – a cura pelos medicamentos – voltarão a se complementar, como deve ser. Em seu consultório, Montagna recebe pacientes supermedicados e gente viciada em calmantes, para a qual foi dada pouca atenção psicológica. Nesta entrevista por email ele fala sobre supressão de emoções, vida nas cidades, pobreza e ansiedade.
ÉPOCA: O que o aumento das vendas de Rivotril revela sobre os brasileiros? Somos um país de ansiosos que fingem ser divertidos e relaxados?Plinio Montagna: Revela que os brasileiros foram sujeitos a uma mudança cultural em que o estigma de se tomar medicações psiquiátricas se inverteu quase 180 graus. Há uma glamourização do medicar-se. Muitas questões do viver são tratadas como se fossem questões médico-psiquiátricas. Contribui para isso a avassaladora quantidade de dólares gastos na divulgação desses produtos pela indústria farmacêutica internacional. Emoções absolutamente normais e até importantes para a mente, como a tristeza numa situação de dor ou ansiedade em situação de perigo, podem ser tidas como inconvenientes e simplesmente aniquiladas por medicações. Afinal, incomodam o indivíduo ou aos outros. A pessoa é muitas vezes levada a suprimir suas emoções tomando ansiolíticos. Esse é um uso completamente inadequado, mas frequente. E ocorre com frequência maior do que imaginamos.
ÉPOCA: O modo de vida urbano moderno produz ansiedade e induz naturalmente ao uso de ansiolítico? Isso é verdade para outras cidades do mundo?
Montagna: Cada vez mais a vida humana se dá em cidades. Há no entanto cidades e cidades, com modos de vida muito diversos entre si. As exigências de uma cidade como São Paulo e as metrópoles podem ser estressantes, mas a vida nas cavernas ameaçada pelo ataque de um animal selvagem também era. Todas as pessoas e as culturas têm seus meios de lidar com a ansiedade. O mais imediato hoje é a prescrição de benzodiazepínicos, drogas baratas, eficazes, mas com o risco de gerarem dependência. Há estresses específicos, numa metrópole como São Paulo, no ritmo de vida contemporâneo, que podem gerar respostas como ansiedade crônica. É importante que a pessoa conte com uma espécie de "reserva ecológica" externa e um espaço interno para pensar.
ÉPOCA: Esse tipo de queixa é cada vez mais comum nos consultórios?
Montagna: Frequentemente nos deparamos na clínica com pacientes que vivem uma vida automática, robotizada, encontram-se desvitalizados e têm uma vida psíquica extremamente pobre, restrita. A rigor isto é verdade para uma parcela das pessoas e para as pessoas por algum tempo. Quase todos precisam de um descanso para o pensar. Assistir a um filme de ação, a um videoclipe e se deixar levar, sem muitos questionamentos. Mas há pessoas que só vivem nesse nível "de piloto automático". Não conseguem vivenciar um nível de experiência mais "mentalizado", que permita saborear um objeto cultural, uma obra de arte, ou pensar autonomamente acerca de si mesma e do mundo. Isto se relaciona com o mundo atual, possivelmente urbano, de modo geral, ou sempre que as coisas já venham prontas para o indivíduo. Note-se que a vida urbana hoje em dia apresenta complexidades que não apresentava antes, mas intelectuais e psicomotoras, não de aprofundamento de vivências emocionais.
ÉPOCA: A pobreza brasileira, e seus reflexos na saúde pública, é capaz de explicar sozinha o uso abusivo de medicamentos psiquiátricos?
Montagna: O sistema de saúde brasileiro, ineficiente, leva à prescrição excessiva por falta de um tempo decente para uma consulta médica no SUS e em muitos convênios. Suprime-se dentre outras coisas um instrumento também fundamental no ato médico, que é a relação médico- paciente. Mesmo que o profissional esteja preparado para isso (o que não é sempre o caso hoje em dia), ele não tem condições de dedicar muitos minutos ao paciente numa consulta de convênios ou do SUS. Aí uma prescrição rápida, indolor, é usada. Mas sozinha deixa de lado muito das questões do paciente. Não me parece uma questão de pobreza, mas de ideologia e de gestão de saúde.
ÉPOCA: Do ponto de vista da psicanálise, o que é a ansiedade? É uma dessas coisas de fundo genético (como se diz modernamente da depressão e da esquizofrenia) ou é ambiental e circunstancial? De onde ela vem?
Montagna: Na escala prazer-desprazer, a ansiedade é um estado emocional desprazeroso. Está relacionado ao sentimento de incapacidade psíquica do ego diante de um perigo que o ameaça, de origem interna ou externa. No limite talvez seja a mais primitiva experiência psíquica do ser humano. Nesse nível, está relacionada ao medo de algo que ele mesmo não sabe nomear. De todo modo, as ansiedades básicas do ser humano são a ansiedade de aniquilação (ou morte) psíquica ou física, de castração, de separação. A vida psíquica humana nunca é puramente genética ou ambiental. A penetrância de um gene depende de fatores ambientais. Basta verificar que gêmeos univitelinos são diferentes entre si. É importante lembrar que a ansiedade é um combustível essencial para o funcionamento mental. Pode-se usar o modelo de um violão. Há uma tensão das cordas que permite a música soar. Se o estiramento for excessivo, elas se rompem. Se estiverem muito frouxas, não sai música. Ansiedade é assim, em relação ao funcionamento do psiquismo.
ÉPOCA: Tomar ansiolítico para dormir é diferente de tomar ansiolítico para aguentar o dia? O que significa o fato de não conseguir dormir? Ou acordar no meio da noite esbaforido?
Montagna: A insônia é um fenômeno complexo. Ela requer uma capacidade de se retirar da realidade externa e se isolar de alguns estímulos internos, de diversas ordens. Há diversos tipos de insônia, do ponto de vista psicodinâmico. Alguns tipos estão relacionados a um conteúdo temido. Por exemplo, o indivíduo inconscientemente tem medo de morrer dormindo. Ou relaciona o sono à morte. Outras insônias estão ligadas a uma saturação fatigante de estímulos psíquicos diversos, não necessariamente ligados a conteúdos. De modo geral, a insônia revela uma incapacidade de metabolizar basicamente estímulos e experiências vividas, sejam elas por estímulos internos ou externos. Não houve suficiente " digestão" desses estímulos. Se o indivíduo consegue dormir, o processamento das vivências pode ser auxiliado pelo sonhar. O dormir implica na necessidade da presença do que o poeta inglês John Keats chamou de capacidade negativa. É a capacidade de sustentar turbulências internas, incertezas, mistérios, sem se desesperar. Se não há essa capacidade, o indivíduo não consegue criar um espaço dentro de si que funcione como uma barreira à estimulação excessiva. Um tipo de insônia se relaciona à impossibilidade de uso, momentâneo ou permanente , de uma vida de imaginação criativa.
ÉPOCA: Se a medicina moderna vê as questões mentais apenas como equilíbrios e desequilíbrios químicos, se virou as costas para Freud, é natural que se receitem remédios o tempo todo, não? Se a insônia é vista como um problema, e não como a manifestação de um problema, a forma lógica de tratá-la é com indutores de sono...
Montagna: Recebo frequentemente pacientes medicados com dosagens excessivas de medicação ou com "coquetéis" de diversas substâncias. Isso revela que os aspectos dinâmicos e relacionais do paciente não estão sendo levados em consideração. Isso se dá muitas vezes por despreparo de muitos psiquiatras sobre psicanálise, além da maciça publicidade dos laboratórios farmacêuticos. Não é rara, absolutamente, a dependência. Muitas vezes os médicos vão mudando de medicação a outra e não conseguem tratar os aspectos psicológicos, psicodinâmicos, da pessoa. Mas creio que o pêndulo da história começa a oscilar agora para o lado da psicanálise, pela necessidade clínica. Os médicos não-psiquiatras estão tendo a consciência dos benefícios que a psicanálise pode trazer a seus pacientes. E a psicanálise amadureceu, a abordagem é mais realista, avançou muito e tem consciência de seus limites. Suas descobertas em relação ao psiquismo humano têm sido expressivas e possibilitado o acesso a pacientes antes impossíveis para ela. Um fato interessante é que muitas pessoas, pela propaganda farmacêutica maciça, tomando drogas de última geração, se imaginam bem tratadas. Podem ser, de fato, muitas vezes. Mas muitas e muitas outras vezes é preciso diminuir dosagens ou mesmo suprimir medicações. Com um acompanhamento psicodinâmico ou psicanalítico, a pessoa vai ter uma outra dimensão do que acontece com ela. A melhora ocorre naturalmente.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
*VIOLÊNCIA CONTRA ADOLESCENTE EM DIADEMA - GCM agride adolescentedentro deProjeto Socioeducativo.* *Breve relato sobre a violência da GCM contra adole
*VIOLÊNCIA CONTRA ADOLESCENTE EM DIADEMA - GCM agride adolescentedentro deProjeto Socioeducativo.* *Breve relato sobre a violência da GCM contra adolescente e equipe técnicaem Projeto de medida socioeducativa.*
*Camila Melo - Assistente Social e Técnica de Medida Socioeducativa deLiberdade Assistida.* O abuso de autoridade e a truculência policial contra adolescentes se deram novamente no Município de Diadema, desta vez na presença deprofissionais doProjeto de Medida Socioeducativa da região.
Em 19/02, por volta das 15h50, vinte guardas da GCM (Guarda CivilMunicipal) entraram no local de atendimento das medidas socioeducativas portando armas nas mãos e falas agressivas. O alvo era o adolescente,de 16anos, W. que estava no projeto junto de sua mãe para solicitar orientações sobre como proceder no caso de violência policial. A mãe de W. encontrava-se inconformada com as marcas no corpo deseu filho que havia acabado de ser agredido no local ao lado do Projeto.Segundo ela, toda a história teve início quando o adolescente, apóster tidoseu atendimento, foi jogar futebol com os colegas na quadra do parqueMunicipal, e neste local foi abordado por uma GCM que o revistou,pegou suacarteirinha de atendimentos da medida socioeducativa e o agrediu. W.foi atésua residência e informou a mãe sobre o fato, a qual imediatamentecompareceu ao local para pedir de volta a carteirinha dos atendimentos.Testemunhas dizem ter ouvido os xingamentos feitos pela guarda da GCMcontraW. e sua mãe, chamando-a de "verme", "vagabunda", "bandida" e etc. Foientãoque, angustiada, procurou a equipe técnica do Projeto para saber comoproceder diante tamanha humilhação e injustiça que ela e seu filho haviamsofrido. Enquanto dávamos as orientações, o grupo da GCM entrou semqualquermandato judicial e arrastou o adolescente para fora da sala da equipetécnica, momento em que a mãe dele junto a mim seguramos-o paraimpedir queos Guardas o violentassem ainda mais e o apreendessem. Mesmo os policiaisvendo que poderiam nos machucar agiram agressivamente, o que levou aoferimento de meu braço devido ao impacto da força com que arrastavam oadolescente com a parede lateral da sala. Solicitamos a menção sobre o motivo da apreensão, e em menosde dezminutos foram contadas quatro versões diferenciadas. A primeira foidevido a"tráfico de entorpecentes", a segunda por "latrocínio e porte de arma", aterceira por "agressão a GCM" e quarta por "tentativa de agressão aGCM". Decriações em criações, W. foi agredido na frente de todos e humilhado compalavras vexatórias e preconceituosas. Apesar da incoerência de provase daausência de motivos para a busca do adolescente, além da pressão eaglomeração próximo ao mesmo, os funcionários da GCM diziamcerteiramente àequipe : " Ele já confessou, ele já confessou", mas não sabiam nem sobre oque a inexistente "confissão" seria. A GCM violentou ainda verbalmente a equipe técnica do Projeto,tratando a todos mal e expressando tons de ameaça. Um dos policiais tentoucobrir a identificação, porém ao perceber tal prática foi perguntado onome.A resposta , além do nome, foi de ameaça "Por quê? Vai fazer B.O. contramim? Vai?" Outro, de maneira provocativa disse "Você tem que cuidardos seusladraozinhos". De acordo com o art. 230 do Estatuto da Criança e doAdolescente, apena é de 6 meses à 2 anos ao " privar criança ou adolescente de sualiberdade procedendo a sua apreensão sem estar em flagrante de atoinfracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciáriacompetente". Pelo mesmo documento, "Submeter criança e adolescente sob suaautoridade, guarda, vigilância a vexame ou constrangimento" ocasiona nomesmo tempo de pena. Destaca-se ainda que, em Parágrafo único, "Se háemprego de violência, grave ameaça, fraude", a pena de reclusão é de 4 a 6anos. Além da violação destes direitos, tantos outros foram ignorados,como invasão de propriedade, abuso de autoridade, agressão e ameaça àvida,este último devido ao direcionamento das armas contra os funcionários paraque o portão fosse aberto. Muitos são os adolescentes violentados pelo abuso de poder depoliciais, chegando a graves conseqüências. O alvo costuma ser o mesmo:jovens da periferia. A higienização de classe e racial intensifica-se cadavez mais através de fatos como o vivenciado, pertencentes a uma políticaelitista e racista. Se tamanha prática violenta foi feita na presença deprofissionais de um Projeto fica a prova de que as ações por detrás demurose terrenos baldios são de extrema tortura. Convido a todas e a todos a denunciarem qualquer abusopolicial e anos organizarmos para expor os fatos à sociedade, somando forças entrenós esentenciar de vez as organizações de "Segurança" pública como culpadas!
*Camila Melo - Assistente Social e Técnica de Medida Socioeducativa deLiberdade Assistida.* O abuso de autoridade e a truculência policial contra adolescentes se deram novamente no Município de Diadema, desta vez na presença deprofissionais doProjeto de Medida Socioeducativa da região.
Em 19/02, por volta das 15h50, vinte guardas da GCM (Guarda CivilMunicipal) entraram no local de atendimento das medidas socioeducativas portando armas nas mãos e falas agressivas. O alvo era o adolescente,de 16anos, W. que estava no projeto junto de sua mãe para solicitar orientações sobre como proceder no caso de violência policial. A mãe de W. encontrava-se inconformada com as marcas no corpo deseu filho que havia acabado de ser agredido no local ao lado do Projeto.Segundo ela, toda a história teve início quando o adolescente, apóster tidoseu atendimento, foi jogar futebol com os colegas na quadra do parqueMunicipal, e neste local foi abordado por uma GCM que o revistou,pegou suacarteirinha de atendimentos da medida socioeducativa e o agrediu. W.foi atésua residência e informou a mãe sobre o fato, a qual imediatamentecompareceu ao local para pedir de volta a carteirinha dos atendimentos.Testemunhas dizem ter ouvido os xingamentos feitos pela guarda da GCMcontraW. e sua mãe, chamando-a de "verme", "vagabunda", "bandida" e etc. Foientãoque, angustiada, procurou a equipe técnica do Projeto para saber comoproceder diante tamanha humilhação e injustiça que ela e seu filho haviamsofrido. Enquanto dávamos as orientações, o grupo da GCM entrou semqualquermandato judicial e arrastou o adolescente para fora da sala da equipetécnica, momento em que a mãe dele junto a mim seguramos-o paraimpedir queos Guardas o violentassem ainda mais e o apreendessem. Mesmo os policiaisvendo que poderiam nos machucar agiram agressivamente, o que levou aoferimento de meu braço devido ao impacto da força com que arrastavam oadolescente com a parede lateral da sala. Solicitamos a menção sobre o motivo da apreensão, e em menosde dezminutos foram contadas quatro versões diferenciadas. A primeira foidevido a"tráfico de entorpecentes", a segunda por "latrocínio e porte de arma", aterceira por "agressão a GCM" e quarta por "tentativa de agressão aGCM". Decriações em criações, W. foi agredido na frente de todos e humilhado compalavras vexatórias e preconceituosas. Apesar da incoerência de provase daausência de motivos para a busca do adolescente, além da pressão eaglomeração próximo ao mesmo, os funcionários da GCM diziamcerteiramente àequipe : " Ele já confessou, ele já confessou", mas não sabiam nem sobre oque a inexistente "confissão" seria. A GCM violentou ainda verbalmente a equipe técnica do Projeto,tratando a todos mal e expressando tons de ameaça. Um dos policiais tentoucobrir a identificação, porém ao perceber tal prática foi perguntado onome.A resposta , além do nome, foi de ameaça "Por quê? Vai fazer B.O. contramim? Vai?" Outro, de maneira provocativa disse "Você tem que cuidardos seusladraozinhos". De acordo com o art. 230 do Estatuto da Criança e doAdolescente, apena é de 6 meses à 2 anos ao " privar criança ou adolescente de sualiberdade procedendo a sua apreensão sem estar em flagrante de atoinfracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciáriacompetente". Pelo mesmo documento, "Submeter criança e adolescente sob suaautoridade, guarda, vigilância a vexame ou constrangimento" ocasiona nomesmo tempo de pena. Destaca-se ainda que, em Parágrafo único, "Se háemprego de violência, grave ameaça, fraude", a pena de reclusão é de 4 a 6anos. Além da violação destes direitos, tantos outros foram ignorados,como invasão de propriedade, abuso de autoridade, agressão e ameaça àvida,este último devido ao direcionamento das armas contra os funcionários paraque o portão fosse aberto. Muitos são os adolescentes violentados pelo abuso de poder depoliciais, chegando a graves conseqüências. O alvo costuma ser o mesmo:jovens da periferia. A higienização de classe e racial intensifica-se cadavez mais através de fatos como o vivenciado, pertencentes a uma políticaelitista e racista. Se tamanha prática violenta foi feita na presença deprofissionais de um Projeto fica a prova de que as ações por detrás demurose terrenos baldios são de extrema tortura. Convido a todas e a todos a denunciarem qualquer abusopolicial e anos organizarmos para expor os fatos à sociedade, somando forças entrenós esentenciar de vez as organizações de "Segurança" pública como culpadas!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Cinqüentonas resistem ao preservativo (15/02/2009)
Cinqüentonas resistem ao preservativo (15/02/2009)
Pesquisa do ministério da saúde revela que 72% das mulheres nessa faixa etária não usam camisinhas com parceiros fixos
Brasília. Aos 47 anos, a psicóloga Regina Cohen descobriu que tinha sido infectada pelo vírus HIV durante uma relação eventual. Onze anos depois, aos 58, ela é exemplo de como o número de novos casos de AIDS, nos últimos 10 anos, triplicou entre as mulheres nessa faixa etária. Em 2006, 1.800 casos foram identificados neste grupo. Dados parciais de pesquisa de comportamento sexual dos brasileiros, realizada pelo Ministério da Saúde, em 2008, indicam que 72% das brasileiras nessa faixa etária não usam CAMISINHA com parceiros casuais. O descaso com a prevenção está relacionado à dificuldade em negociar o uso do PRESERVATIVO com o parceiro e a falsa percepção de que as mulheres acima dos 50 anos estão imunes ao vírus.
A pesquisa de comportamento revelou ainda que mais da metade delas (55,3%) é sexualmente ativa. O problema é na hora de se prevenir. Enquanto o uso regular de CAMISINHA nas relações casuais no grupo de 15 a 49 anos fica em 47,5%; nos mais velhos, esse índice é de apenas 34,8%. O recorte por sexo mostra que o público feminino está em situação mais vulnerável. Só 28% das "cinquentonas" e mais velhas adotam a prevenção. Entre os homens, o número sobe para 36,9%.
Regina lembra que, à época, não tinha a menor preocupação com o uso de CAMISINHA. "Simplesmente acreditava que os meus parceiros tinham uma aparência saudável e aquilo era suficiente para eu nem tocar no assunto", contou. A confirmação da doença veio após ela ter sido vítima de pneumonias e de uma série de infecções. "Nem os médicos achavam que eu podia estar com AIDS. Eu já tinha perdido 26kg e ninguém sugeriu um exame de HIV. O teste foi feito apenas quando fui internada às pressas num quadro crescente e gravíssimo", disse
A coordenadora do Programa Nacional de DST e AIDS, do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, avalia que essas mulheres iniciaram a vida sexual num período em que a AIDS não era conhecida. "De maneira geral, está no imaginário feminino que a CAMISINHA previne a gravidez. As mulheres não percebem que, em qualquer idade, elas estão vulneráveis a uma série de doenças sexualmente transmissíveis", afirmou a coordenadora.
casos
Mais de 35 mil casos de AIDS são diagnosticados no Brasil a cada ano. Entre as mulheres acima dos 50 anos, a taxa de incidência é 11,6 casos por 100 mil habitantes. Em 1996, o índice era de 3,7 casos. Estima-se que, pelo menos, 255 mil brasileiros estejam infectados pelo vírus da AIDS e ainda não tenham feito o exame. "Em cerca de 40% dos casos, o diagnóstico da infecção é feito de forma tardia. Isso retarda o acompanhamento e compromete ainda mais o estado clínico do paciente", explicou Mariângela Simão.
Gilson Gomes de Souza está casado com Regina Cohen há sete anos. Os dois se conheceram na ante-sala de um consultório médico, em Brasília. Portador do vírus há 20 anos, ele afirma que, apesar de os dois serem soropositivos, o uso da CAMISINHA continua indispensável. "A recontaminação pode ser fatal para a minha mulher. A relação é de muito cuidado e respeito com a fragilidade do organismo de cada um. O PRESERVATIVO é a nossa segunda pele. Ou faz com PRESERVATIVO ou não faz".
No caso dele, após um longo período de medicamentos, o vírus tem demonstrado maior resistência. Por causa dos remédios, primeiro o AZT, em seguida inibidores de protease, depois o coquetel de ANTI-RETROVIRAIS, Gilson foi submetido a várias aplicações e a retirada de gordura no rosto e no corpo, por causa dos efeitos da lipodistrofia. "Quando descobri a infecção, a AIDS era uma sentença de morte e o tratamento, um sonho distante. Hoje, consigo conviver com a doença, mas é uma luta diária para conquistar qualidade de vida", finalizou.
Pesquisa do ministério da saúde revela que 72% das mulheres nessa faixa etária não usam camisinhas com parceiros fixos
Brasília. Aos 47 anos, a psicóloga Regina Cohen descobriu que tinha sido infectada pelo vírus HIV durante uma relação eventual. Onze anos depois, aos 58, ela é exemplo de como o número de novos casos de AIDS, nos últimos 10 anos, triplicou entre as mulheres nessa faixa etária. Em 2006, 1.800 casos foram identificados neste grupo. Dados parciais de pesquisa de comportamento sexual dos brasileiros, realizada pelo Ministério da Saúde, em 2008, indicam que 72% das brasileiras nessa faixa etária não usam CAMISINHA com parceiros casuais. O descaso com a prevenção está relacionado à dificuldade em negociar o uso do PRESERVATIVO com o parceiro e a falsa percepção de que as mulheres acima dos 50 anos estão imunes ao vírus.
A pesquisa de comportamento revelou ainda que mais da metade delas (55,3%) é sexualmente ativa. O problema é na hora de se prevenir. Enquanto o uso regular de CAMISINHA nas relações casuais no grupo de 15 a 49 anos fica em 47,5%; nos mais velhos, esse índice é de apenas 34,8%. O recorte por sexo mostra que o público feminino está em situação mais vulnerável. Só 28% das "cinquentonas" e mais velhas adotam a prevenção. Entre os homens, o número sobe para 36,9%.
Regina lembra que, à época, não tinha a menor preocupação com o uso de CAMISINHA. "Simplesmente acreditava que os meus parceiros tinham uma aparência saudável e aquilo era suficiente para eu nem tocar no assunto", contou. A confirmação da doença veio após ela ter sido vítima de pneumonias e de uma série de infecções. "Nem os médicos achavam que eu podia estar com AIDS. Eu já tinha perdido 26kg e ninguém sugeriu um exame de HIV. O teste foi feito apenas quando fui internada às pressas num quadro crescente e gravíssimo", disse
A coordenadora do Programa Nacional de DST e AIDS, do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, avalia que essas mulheres iniciaram a vida sexual num período em que a AIDS não era conhecida. "De maneira geral, está no imaginário feminino que a CAMISINHA previne a gravidez. As mulheres não percebem que, em qualquer idade, elas estão vulneráveis a uma série de doenças sexualmente transmissíveis", afirmou a coordenadora.
casos
Mais de 35 mil casos de AIDS são diagnosticados no Brasil a cada ano. Entre as mulheres acima dos 50 anos, a taxa de incidência é 11,6 casos por 100 mil habitantes. Em 1996, o índice era de 3,7 casos. Estima-se que, pelo menos, 255 mil brasileiros estejam infectados pelo vírus da AIDS e ainda não tenham feito o exame. "Em cerca de 40% dos casos, o diagnóstico da infecção é feito de forma tardia. Isso retarda o acompanhamento e compromete ainda mais o estado clínico do paciente", explicou Mariângela Simão.
Gilson Gomes de Souza está casado com Regina Cohen há sete anos. Os dois se conheceram na ante-sala de um consultório médico, em Brasília. Portador do vírus há 20 anos, ele afirma que, apesar de os dois serem soropositivos, o uso da CAMISINHA continua indispensável. "A recontaminação pode ser fatal para a minha mulher. A relação é de muito cuidado e respeito com a fragilidade do organismo de cada um. O PRESERVATIVO é a nossa segunda pele. Ou faz com PRESERVATIVO ou não faz".
No caso dele, após um longo período de medicamentos, o vírus tem demonstrado maior resistência. Por causa dos remédios, primeiro o AZT, em seguida inibidores de protease, depois o coquetel de ANTI-RETROVIRAIS, Gilson foi submetido a várias aplicações e a retirada de gordura no rosto e no corpo, por causa dos efeitos da lipodistrofia. "Quando descobri a infecção, a AIDS era uma sentença de morte e o tratamento, um sonho distante. Hoje, consigo conviver com a doença, mas é uma luta diária para conquistar qualidade de vida", finalizou.
A relação do consumo de álcool com a incidência de comportamentos sexuais de risco especialmente entre jovens mulheres
Apesar do conhecimento dos possíveis desdobramentos, à saúde, associados às relações sexuais de risco, o uso irregular de preservativos ainda é bastante comum, tendo o consumo de álcool como fator complicador. Com o propósito de investigar a associação entre o uso de álcool e a ocorrência de comportamento sexual de risco, 116 universitários sexualmente ativos da Universidade de Connecticut, EUA, preencheram um diário eletrônico durante 30 dias consecutivos, retratando o comportamento assumido na noite anterior ao seu preenchimento, especialmente quanto ao consumo de álcool, oportunidade para sexo, atividade sexual propriamente dita, uso de preservativo e tipo de parceiro sexual (se casual ou fixo).Os estudantes do sexo masculino consumiam álcool com maior freqüência e em maior quantidade (medida em doses alcoólicas) que as mulheres. A maioria dos estudantes (76%) relatou ter tido, ao menos, uma relação sexual concomitantemente ao uso de álcool. Dentre as 747 relações sexuais relatadas, 58% (433) aconteceram sem o uso de preservativo, das quais 103 envolveram o uso de álcool. Beber durante situações que envolvessem oportunidades para sexo e com parceiros casuais aumentou a probabilidade de que o ato fosse consumado, especialmente entre as mulheres. Para elas, encontrou-se uma associação positiva entre o número de doses de bebidas alcoólicas consumidas e uma maior probabilidade de ocorrência de sexo sem preservativo com parceiros casuais, mas não com parceiros fixos. Já entre os homens, o consumo de grandes quantidades de álcool ocasionou apenas um pequeno aumento na probabilidade de ocorrência de sexo sem preservativo, independentemente do tipo de parceiro. Em linhas gerais, conforme os autores, o uso de álcool aumenta a probabilidade de ocorrência de sexo sem preservativo com parceiros casuais. Assim, destaca-se a importância do planejamento e desenvolvimento de medidas de prevenção do uso abusivo de álcool e de seus desdobramentos à saúde, entre eles, o comportamento sexual de risco, cuja associação parece ser mais intensa entre as mulheres, colocando-as sob maior risco. Título: Alcohol, helping young adults to have unprotected sex with casual partners: findings from a daily diary study of alcohol use and sexual behavior.Autores: Kiene S.M., Barta W.D., Tennen H., Armeli S.Fonte: Journal of Adolescent Health, 2008 (in press)IF: 2,387Fonte:CISA - Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool
SEMINÁRIO COM ADOLESCENTES E JOVENS DO BAIRRO DA LIBERDADE
As fotos aqui expostas retratam apenas logo ápos o campeonato, na noite um dos grupos de futebol reuniram na associação local para discutirem estratégias futuras para sua equipe e fazer algumas possives trocas de chuteiras. Na oportunidades esta equipe foi a campeã, ganhou além das chuteiras camisas, calções, bola, meião para seu time. O time que ficou em primeiro lugar foi o "Show de Bola" sobre Coordenação de Maiko também adolescente e integrante da equipe de campo.
Fator de fundamental importância é que eles descidiram querer dá proseguimento as palestras de cunho social que melhor possam comtribuir com o processo de vida de sua comunidade.
O seminario foi realizado na Escola Mario Andreaza, no bairro da liberdade, o campeonato realizado na quadra poliesportiva, logo após o campeonato foram feitas as ditribuições dos brindes.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Portugal é o país da União Européia onde mais usuários de drogas injetáveis contraem HIV
Portugal é o país da União Européia onde mais usuários de drogas injetáveis contraem HIV
Com 703 novos casos de consumidores de droga injetável que contraíram HIV em 2006, Portugal foi o país da União Européia que mais casos registrou.
Os dados constam do relatório do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT) revelado, essa semana, em Bruxelas.Atrás de Portugal neste “ranking” surgem dois países que aderiram há pouco tempo à UE, a Estônia com 191 usuários de drogas injetáveis infectados com o vírus, seguido da Letônia com 108.“O índice de infecções recentes por HIV tem diminuído na Europa”, mostra o relatório.
No entanto, “embora os dados indiquem uma melhoria da situação na Estônia, Letônia e Portugal, estes países continuam a registrar índices desproporcionalmente elevados de novas infecções e são responsáveis por uma percentagem significativa dos novos casos de HIV, na Europa, atribuídos ao consumo de droga”. Mortes induzidas pelo consumo da droga Segundo o relatório da OEDT, “o número de mortes induzidas pela droga envolvendo pessoas com menos de 25 anos diminui moderadamente na Europa” Nesta tabela Portugal ocupa o 29.º lugar, juntamente com a Noruega. Os dados mostram que, em Portugal, por cada milhão de habitantes mais de 30 pessoas morrem devido ao consumo de droga. Neste “ranking” encabeçado pela Estônia com 75 mortos por cada milhão de habitantes, seguida pelo Luxemburgo com 60.
A Hungria ocupa o último lugar com 4 mortos por cada milhão de habitantes devido ao consumo da droga. Consumo de maconhaPortugal está entre os países com taxas mais baixas de consumo de maconha entre os jovens estudantes.
Segundo o relatório da OEDT, seis por cento da população entre os 15 e os 24 anos confessa que consome a droga. Em termos europeus as estimativas indicam que um em cada quatro cidadãos da União Europeia, num total de 71 milhões fumou maconha pelo menos uma vez na vida. A maconha é a droga mais consumida na UE. Procura de tratamento O relatório revela que, em Portugal, o número de usuários de drogas que procuraram tratamento aumentou em relação a 2001, ano em que foi feito o primeiro estudo sobre o consumo da droga. Em 2006, 32.500 dependentes estavam sendo tratados, cerca de 85 por cento do sexo masculino, com uma idade média de 32 anos. Portugal é uma das portas de entrada da droga na Europa Portugal é a segunda porta de entrada da droga na União Européia, em primeiro lugar está a Espanha, onde em 2006 foi feita a maior parte das apreensões. Quanto ao trajeto da droga até à Europa, o OEDT refere que “nos últimos cinco anos, a África Ocidental tem emergido como uma região importante no tráfico da cocaína para a Europa”. “O tráfico de cocaína da África Ocidental para a Europa faz-se, sobretud, por mar, sendo grandes quantidades desta substância transportadas em navios de pesca para locais de desembarque, principalmente os situados na costa Norte de Portugal e da Galiza, na Espanha”, diz o documento.
Com 703 novos casos de consumidores de droga injetável que contraíram HIV em 2006, Portugal foi o país da União Européia que mais casos registrou.
Os dados constam do relatório do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT) revelado, essa semana, em Bruxelas.Atrás de Portugal neste “ranking” surgem dois países que aderiram há pouco tempo à UE, a Estônia com 191 usuários de drogas injetáveis infectados com o vírus, seguido da Letônia com 108.“O índice de infecções recentes por HIV tem diminuído na Europa”, mostra o relatório.
No entanto, “embora os dados indiquem uma melhoria da situação na Estônia, Letônia e Portugal, estes países continuam a registrar índices desproporcionalmente elevados de novas infecções e são responsáveis por uma percentagem significativa dos novos casos de HIV, na Europa, atribuídos ao consumo de droga”. Mortes induzidas pelo consumo da droga Segundo o relatório da OEDT, “o número de mortes induzidas pela droga envolvendo pessoas com menos de 25 anos diminui moderadamente na Europa” Nesta tabela Portugal ocupa o 29.º lugar, juntamente com a Noruega. Os dados mostram que, em Portugal, por cada milhão de habitantes mais de 30 pessoas morrem devido ao consumo de droga. Neste “ranking” encabeçado pela Estônia com 75 mortos por cada milhão de habitantes, seguida pelo Luxemburgo com 60.
A Hungria ocupa o último lugar com 4 mortos por cada milhão de habitantes devido ao consumo da droga. Consumo de maconhaPortugal está entre os países com taxas mais baixas de consumo de maconha entre os jovens estudantes.
Segundo o relatório da OEDT, seis por cento da população entre os 15 e os 24 anos confessa que consome a droga. Em termos europeus as estimativas indicam que um em cada quatro cidadãos da União Europeia, num total de 71 milhões fumou maconha pelo menos uma vez na vida. A maconha é a droga mais consumida na UE. Procura de tratamento O relatório revela que, em Portugal, o número de usuários de drogas que procuraram tratamento aumentou em relação a 2001, ano em que foi feito o primeiro estudo sobre o consumo da droga. Em 2006, 32.500 dependentes estavam sendo tratados, cerca de 85 por cento do sexo masculino, com uma idade média de 32 anos. Portugal é uma das portas de entrada da droga na Europa Portugal é a segunda porta de entrada da droga na União Européia, em primeiro lugar está a Espanha, onde em 2006 foi feita a maior parte das apreensões. Quanto ao trajeto da droga até à Europa, o OEDT refere que “nos últimos cinco anos, a África Ocidental tem emergido como uma região importante no tráfico da cocaína para a Europa”. “O tráfico de cocaína da África Ocidental para a Europa faz-se, sobretud, por mar, sendo grandes quantidades desta substância transportadas em navios de pesca para locais de desembarque, principalmente os situados na costa Norte de Portugal e da Galiza, na Espanha”, diz o documento.
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