quinta-feira, 30 de abril de 2009
Hospital Nina Rodrigues está em situação caótica, diz promotor
De acordo com o promotor, o Ministério Público já tomou diversas medidas exigindo a solução dos diversos problemas do único hospital de referência para o tratamento psiquiátrico em todo o estado, mas nenhuma providência foi tomada pelo Poder Público.
Em fevereiro, Ronald Pereira realizou inspeção nas dependências do Nina Rodrigues e constatou problemas como a falta de medicamentos e de leitos, a escassez de profissionais médicos, o estrangulamento no atendimento e a limitação no número de atendimentos e internações.
“Não há justificativa plausível para o atendimento precário constatado no Hospital Nina Rodrigues. O problema é, basicamente, resultado da falta de boa gestão”, disse o promotor de Justiça. Ele explicou que foram tomadas todas as medidas para garantir um acordo e solucionar os problemas do hospital antes de ajuizar medidas judiciais.
“Infelizmente chegamos a um ponto em que não há solução senão requerer a interdição do hospital”, revelou. Ainda segundo ele, passados dois meses da inspeção feita pelo MPMA e da requisição de soluções para os problemas constatados, a Secretaria Municipal de Saúde não enviou nenhuma resposta aos requerimentos do Ministério Público.
A intenção de Ronald Pereira é denunciar em nível a situação caótica do sistema de atendimento a pessoas com deficiência mental. “Uma das opções pode ser levar a discussão desta situação à Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados”, disse.
Participaram do painel “Políticas Públicas Municipais voltadas às Pessoas com Deficiência” representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Luís e das secretarias municipais da Criança e Assistência Social, de Saúde e de Educação.
Deficiência
De acordo com o Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 14,5% da população brasileira (aproximadamente 25 milhões pessoas) possuem algum tipo de deficiência ou limitação. No Maranhão, o percentual de pessoas com deficiência está acima da média nacional: mais de 16%. Em São Luís, são 13,5% da população com algum tipo de deficiência ou limitação. (Coordenação de Comunicação / MPMA)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Prefeitura inaugura Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas nesta quinta
A Prefeitura de São Luís, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), inaugura, nesta quinta-feira (30), às 9h, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS ad, no São Francisco. É a primeira unidade desse segmento a ser inaugurada pela gestão João Castelo, que elegeu a Saúde como uma de suas prioridades.
Considerando-se o aumento crescente da violência decorrente do uso e/ou dependência de substâncias psicoativas na cidade, o CAPS ad preencherá uma lacuna assistencial, sobretudo porque também atenderá o indivíduo em seu momento de reinserção social no sentido da prevenção e informação.
“O CAPS oferecerá atendimento gratuito às pessoas com transtornos e dependência de substâncias psicoativas, com acompanhamento clínico e promovendo a reinserção social do usuário ao trabalho, educação, lazer, fortalecendo os laços familiares e comunitários”, garantiu a secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe Ferreira.
Uma equipe multiprofissional, formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e enfermeiros estará apta a prestar total atendimento ao paciente, não apenas nos momentos de crise, mas no dia-a-dia do tratamento.
Os pacientes atendidos pelo CAPS que não necessitam mais de cuidados, sejam intensivos, semi-intensivos ou não intensivos, terão a certeza de continuidade da assistência no âmbito da atenção básica e somente retornarão à Unidade para avaliação, caso seja preciso.
Segundo a coordenadora da Saúde Mental da Semus, Lisieux Carvalho Campos, o CAPS ad conta com uma boa estrutura física, com áreas de administração, enfermagem, sala de recuperação, farmácia, sala de repouso, cozinha, banheiros e o Serviço de Arquivo Médico e Estatístico (Same).
O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS ad - fica localizado à rua das Figueiras Quadra 5, Nº 29, São Francisco. (Da Secom / Prefeitura de São Luís)
terça-feira, 21 de abril de 2009
Consumo de crack desafia autoridades e população
O Jornal Hoje mostra flagrantes de jovens que consomem drogas no RJ e em SP.As imagens chamam a atenção para um dos maiores desafios do país: reprimir o tráfico e proteger milhares de jovens do vício.
César Galvão - São Paulo
O prefeito e a polícia saíram cedo para mostrar o combate ao crack na favela do Jacarezinho, no Rio. O caminho estava cheio de jovens pessoas que passaram a noite consumindo drogas. Às sete da manhã adolescentes fumavam maconha. Elas dizem que antes moravam em barracos debaixo do viaduto, destruídos pela prefeitura há duas semanas. Uma menina de 14 anos fica com uma pedra na mão para se defender de quem chega perto. A repórter Karina Borges consegue se aproximar e descobre que ela se prostitui só para comprar crack. “Usa todo dia, até morrer. Sou viciada desde oito anos de idade”, diz. Outra adolescente fez 18 anos. Há nove vive na rua. “Comecei no tiner, cola e agora o crack. Gasto muito dinheiro, mais de R$ 200”. Entre elas há uma grávida que também fuma crack. “Não sei de quanto tempo estou grávida. E também não sei de quem estou grávida”, diz ela.
Em São Paulo o problema é mais antigo. O crack é a droga mais consumida no centro da cidade. Traficantes e consumidores vivem em áreas comerciais. No feriado, quando as lojas não abrem, é possível ver a quantidade de dependentes espalhados pela rua. Na região conhecida como Cracolândia, a polícia cerca as ruas. Revista cada um que está na calçada, mas não encontra drogas. Por isso todos são liberados.
“Infelizmente a gente é obrigado a conviver. Eles trancam a rua, você não tem nem condições de andar na calçada”, declara Jeremias Estevez, morador. Ontem, na mesma rua, flagramos o consumo de crack nas mesmas calçadas. Crianças, adolescentes e adultos fumam crack durante todo o dia. A PM passa o tempo à procura dos traficantes, mas diz que o combate ao crack depende de ações sociais. A prefeitura de São Paulo fechou hotéis, bares e tenta revitalizar o espaço dominado pelo crack. Enquanto não consegue, o problema de saúde pública aumenta.
Um psiquiatra participa de um programa da Universidade Federal de São Paulo contra as drogas. Segundo ele, de cada dez viciados, no máximo três conseguem se recuperar. “Num indivíduo normal a área vermelha é bem distribuída (mostra as imagens) e já em um dependente de crack a distribuição é mais irregular, não chega tanto fluxo sanguíneo. A conseqüência é que no decorrer de um tempo de uso este individuo vai ter problemas de raciocínio, de concentração e será mais impulsivo”, comenta Marcelo Niel, psiquiatra UNIFESP.
A assessoria do prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou que a ação de assistentes sociais é constante, mas, como os menores não são obrigados a ficar internados, acabam voltando para as ruas. A prefeitura de São Paulo informou que faz um trabalho permanente na região da nova luz, mas ressaltou que os encaminhamentos para tratamento não podem ser feitos sob coação.
observação do blog:
no link do jornal postado acima é possivel assitir a reportagem.
expressões como viciados, drogados ferem também a dignidade das pessoas.


