Jovens de 15 a 24 anos têm comportamento mais seguro
Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Os jovens estão mais atentos em relação ao uso do preservativo. Entre aqueles que têm de 15 a 24 anos, 64,6% usaram preservativo na primeira relação sexual, enquanto na população de 15 a 64 anos, menos da metade das pessoas (46,5%) fazem uso do preservativo em todas as relações sexuais.
Na primeira relação sexual entre os jovens de 15 a 24 anos, o uso do preservativo varia de quase 70%, no Sul; a 52%, no Nordeste. No Sudeste, o índice é de 64,6%; no Centro-Oeste, de 64,4%; e no Norte, de 56,1%.
Os jovens de 15 a 24 anos de idade demonstram mais atitude em relação às doenças sexualmente transmissíveis. Eles têm comportamento mais seguro quando comparados às outras faixas etárias, usando mais o preservativo em todas as situações. Na última relação sexual com parceiros casuais, por exemplo, 68% deles usaram preservativo, enquanto entre os maiores de 50 anos, a proporção não chega a 38%.
Parceiros fixos
Com parceiros fixos, 30,7% dos jovens costumam fazer uso da camisinha. Entre aqueles de 25 a 49 anos, só 16,6% adotam a mesma prática. Acima de 50 anos, o percentual cai para 10%. Isso pode ser um reflexo das campanhas dirigidas para o público e do envolvimento das escolas nas atividades de prevenção às DST e Aids.
– A relação do jovem com o preservativo é mais habitual – avalia Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde.
De acordo com a diretora, o problema é que, quando se estabelece a confiança entre eles, o uso do preservativo deixa de ser prioridade, em especial, para as meninas.
Serviço público
O acesso a camisinha é mais um avanço apontado pela pesquisa. Os jovens são os que mais pegam preservativos nos serviços de saúde (37,5%). Entre aqueles que têm de 25 a 49 anos, o percentual é de 27% e, acima dos 50 anos, de 10,7%. Além disso, existe um considerável número de jovens (17%) que retiram o preservativo em suas escolas.
Em 2003, os ministérios da Saúde e da Educação implantaram o programa Saúde e Prevenção nas Escolas. A iniciativa – presente em mais de 50 mil escolas públicas de todo o país – também disponibiliza preservativo à comunidade escolar.
– O jovem está aberto, preocupado com sua saúde. E a escola é um espaço adequado para que os estudantes se conscientizem sobre a importância do uso da camisinha e da prevenção das DSTs – conclui Mariângela.
22:15 - 18/06/2009
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